Num post anterior descrevi as situações anormais ocorridas com a instalação do MEO na minha casa, que me levaram a concluir que elas, as bruxas, existem.
Hoje quero demonstrar que não só existem como são muito poderosas e influentes no dia a dia da PT.
Não vou aqui falar da história que o semanário Sol relatou, na edição do passado dia 5 de Fevereiro, aliás numa linguagem aparentemente silogística, sobre o caso da utilização da PT para dominar a rebeldia da TVI. Esse é um assunto demasiado importante que merece ser discutido noutros fóruns.
Aqui vou falar apenas de uma coisa banalíssima que é a relação de uma empresa com um cliente.
É que já passou mais de um mês sobre a trapalhada da instalação do MEO na minha casa, em 30 de Dezembro, em que me baralharam os números de telefone. De dois que tinha passei a poder utilizar apenas um. No entanto, por força das bruxas, a factura veio com a conta de três: um 21.... de Lisboa, um 275...... (Fundão) e um 275 .... (Lisboa).
Desde o dia da instalação, eu próprio, amigos e familiares, fizemos inúmeras reclamações pelos canais da PT acessíveis para o efeito. Mandei uma carta registada com aviso de recepção para a Direcção de Clientes. Usei o email para reclamar. Ouvi respostas como “agora não posso dar informações porque o sistema está em baixo”, “deve ter feito algum desvio de linha” “não sabemos o que se terá passado”.
Durante mais de uma mês não mereci da PT uma palavra sequer ou um simples sinal de que tencionavam resolver o meu problema.
Só anteontem, dia 9 de Fevereiro, é que apareceu um funcionário da Companhia que concluiu que o número de telefone 21.... estava na rede cobre que chegava ao prédio onde habito. Só que, coitada, deixou de ter força para ultrapassar a porta de entrada. E porque que linha estava viva, quando a chamavam ela dava sinal disso e encaminhava o telefonema para a caixa de voicemail.
Do meu número 275... no Fundão, nem rastos. No entanto este número, em Lisboa, está a ligar-me ao exterior.
A vinda do Senhor da PT teve um efeito imediato. As bruxas deviam estar à espreita e arranjaram a maneira de baralhar ainda mais o assunto. E agora quando se liga o meu número 21.... a resposta da operadora da PT é que “Este número não se encontra atribuído.” No entanto a factura traz 15,192 euros pelo aluguer da linha respectiva no mês de Janeiro.
Pressionam-nos para se aderir ao MEO e depois chegam dois senhores apressados que instalam o sistema deixando a box no sítio que mais lhes convém e menos trabalho lhes pode dar e os números de telefone baralhados. No meu caso, deixaram-na na cozinha, alegando que não é sua função fazer furos nas paredes ou pesquisar nos tubos por andam enfiadas as antenas.
As coisas não andam bem na PT. De facto, não compreendo como é que, no período de um mês e nove dias, não houve uma palavra de atenção para um cliente de há mais de 40 anos, que, em todo esse período, nunca faltou ao pagamento de uma factura.
Isto é uma falta de respeito e, mais do que isso, é uma humilhação. Admito que só pode ser obra das bruxas, pois a PT não seria capaz de um desrespeito desses.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
A LOJA DAS CORES
A loja das cores é uma das brincadeiras preferidas da minha Neta.
Reparou ela que os pacotes de leite com chocolate que costuma beber e de que gosta muito têm, na base, quadradinhos com cores diversas.
Começou ela por me perguntar qual é a minha cor preferida.
- O encarnado, disse eu.
- Então eu vou-te vender a tua cor preferida.
E como que arrancando o quadradinho encarnado com a palhinha com que bebeu o leite disse:
- Toma Avô a tua cor preferida. São três euros.
Depois olhou para a fruteira e disse que a banana também queria comprar as cores dela. E pediu para eu a ajudar a vir à loja das cores.
O meu papel de avô entrou em acção dando animação e voz à banana. E a banana saiu da fruteira aos saltinhos, não directamente para a loja, mas fazendo um pequeno desvio pois era a primeira vez que saía à rua.
Já na loja das cores disse:
- Senhora lojista, eu quero comprar as minhas cores.
E a senhora lojista disse:
- Sim menina banana. Aqui está o amarelo, também tem aqui um pouco de verde e vejo que, no seu olhinho e no seu pé, tem castanho. Vou-lhe vender e aplicar as suas cores.
Depois de a banana estar pintada, a fingir, perguntou à senhora lojista:
- Quanto devo.
- Treze euros!
- Tanto dinheiro! Foram só três cores, senhora lojista.
- Sim, mas foi preciso muito amarelo.
E a banana lá se conformou, pagou e voltou aos pulinhos para o seu lugar na fruteira.
Vieram a seguir a laranja, a maçã e o kivi.
O procedimento foi idêntico, mas as contas foram muito diversas. A laranja pagou um euro. O kivi pagou seis euros. A maçã, por ter mais cores, teve uma conta muito elevada: cem euros. Contudo, depois de regatear muito, lá pagou apenas treze euros, tanto como a sua amiga banana.
Houve cores que o Avô não distinguia bem por ser um pouco daltónico. E então a menina da loja das cores quis saber e compreender o que é ser daltónico.
E assim este jogo divertido permitiu à menina da loja das cores aprender uma palavra nova e aprofundar o seu conhecimento do valor relativo das coisas.
Reparou ela que os pacotes de leite com chocolate que costuma beber e de que gosta muito têm, na base, quadradinhos com cores diversas.
(O pacote com a loja das cores)
Começou ela por me perguntar qual é a minha cor preferida.
- O encarnado, disse eu.
- Então eu vou-te vender a tua cor preferida.
E como que arrancando o quadradinho encarnado com a palhinha com que bebeu o leite disse:
- Toma Avô a tua cor preferida. São três euros.
Depois olhou para a fruteira e disse que a banana também queria comprar as cores dela. E pediu para eu a ajudar a vir à loja das cores.
(A loja das cores)
O meu papel de avô entrou em acção dando animação e voz à banana. E a banana saiu da fruteira aos saltinhos, não directamente para a loja, mas fazendo um pequeno desvio pois era a primeira vez que saía à rua.
Já na loja das cores disse:
- Senhora lojista, eu quero comprar as minhas cores.
E a senhora lojista disse:
- Sim menina banana. Aqui está o amarelo, também tem aqui um pouco de verde e vejo que, no seu olhinho e no seu pé, tem castanho. Vou-lhe vender e aplicar as suas cores.
Depois de a banana estar pintada, a fingir, perguntou à senhora lojista:
- Quanto devo.
- Treze euros!
- Tanto dinheiro! Foram só três cores, senhora lojista.
- Sim, mas foi preciso muito amarelo.
E a banana lá se conformou, pagou e voltou aos pulinhos para o seu lugar na fruteira.
Vieram a seguir a laranja, a maçã e o kivi.
O procedimento foi idêntico, mas as contas foram muito diversas. A laranja pagou um euro. O kivi pagou seis euros. A maçã, por ter mais cores, teve uma conta muito elevada: cem euros. Contudo, depois de regatear muito, lá pagou apenas treze euros, tanto como a sua amiga banana.
Houve cores que o Avô não distinguia bem por ser um pouco daltónico. E então a menina da loja das cores quis saber e compreender o que é ser daltónico.
E assim este jogo divertido permitiu à menina da loja das cores aprender uma palavra nova e aprofundar o seu conhecimento do valor relativo das coisas.
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